14 março 2018: vereadora Marielle Franco foi assassinada nessa data

Nascida na capital fluminense, em 1979, Marielle foi criada em uma favela do Complexo da Maré.
Por Alexandra Teodoro

No dia 14 de março de 2018, a vereadora Marielle Franco foi assassinada no Rio de Janeiro. No mesmo atentado, morreu o motorista do carro onde ela estava, Anderson Pedro Gomes. Acredita-se que o crime tenha sido cometido por motivações políticas.

Foto: ArquivoNascida na capital fluminense, em 1979, Marielle foi criada em uma favela do Complexo da Maré.
Nascida na capital fluminense, em 1979, Marielle foi criada em uma favela do Complexo da Maré.

Nascida na capital fluminense, em 1979, Marielle foi criada em uma favela do Complexo da Maré. Formada em sociologia, sua carreira política foi marcada pela defesa dos direitos humanos e por pautas relacionadas às minorias. Crítica da intervenção federal no Rio de Janeiro e da Polícia Militar, denunciava constantemente a atuação de milícias e abusos de autoridade por parte de policiais contra moradores de comunidades carentes. Ela também militava pelas causas da comunidade LGBT.

Filiada ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), elegeu-se vereadora em 2016, com a quinta maior votação. Na Câmara Municipal, presidiu a Comissão de Defesa da Mulher e integrou uma comissão cujo objetivo era monitorar a intervenção federal no Rio de Janeiro, sendo escolhida como sua relatora em 28 de fevereiro de 2018. Como vereadora, Franco também trabalhou na coleta de dados sobre a violência contra as mulheres, pela garantia do aborto nos casos previstos por lei e pelo aumento na participação feminina na política. 

Em pouco mais de um ano, redigiu e firmou dezesseis projetos de lei, dois dos quais foram aprovados: a regulação do serviço de mototáxi e a Lei das Casas de Parto, que visava a construção desses espaços cujo objetivo era fornecer a realização de partos normais. Suas propostas buscavam garantir apoio aos direitos das mulheres, à população LGBT, aos negros e moradores de favelas.