Rússia e Ucrânia sinalizam "resultados positivos" em negociações

Autoridades russas e ucranianas fizeram, neste domingo, 13, suas avaliações mais otimistas
Por Alexandra Teodoro
Foto: Globo.comAutoridades russas e ucranianas fizeram, neste domingo, 13, suas avaliações mais otimistas
Autoridades russas e ucranianas fizeram, neste domingo, 13, suas avaliações mais otimistas

Autoridades russas e ucranianas fizeram, neste domingo, 13, suas avaliações mais otimistas até agora sobre o progresso em suas negociações com relação à guerra na Ucrânia, sugerindo poder haver resultados positivos dentro de alguns dias.

A Ucrânia tem dito estar disposta a negociar, mas não a se render ou aceitar qualquer ultimato. "Não vamos ceder em princípio em nenhuma posição. A Rússia agora entende isso. A Rússia já está começando a falar de forma construtiva", disse o negociador ucraniano e conselheiro da Presidência, Mykhailo Podolyak, em um vídeo publicado online. "Acho que alcançaremos alguns resultados literalmente em questão de dias", disse ele.

Segundo a agência de notícias RIA, o negociador russo, Leonid Slutsky, disse que as conversas têm feito progressos substanciais. "De acordo com minhas expectativas pessoais, esse progresso pode evoluir nos próximos dias para uma posição conjunta de ambas as delegações, para documentos a serem assinados", disse Slutsky.

Nenhum dos lados indicou qual poderia ser o escopo de qualquer acordo.

Em um tuíte, Podolyak disse que a Rússia está ouvindo atentamente às propostas da Ucrânia. "Nossas demandas são - o fim da guerra e a retirada das tropas (russas). Vejo o entendimento e há um diálogo", disse.

Na segunda-feira passada, o porta-voz do Kremlin disse que a Rússia está pronta para interromper as operações militares "em um momento" caso Kiev cumpra uma lista de condições.

Entre as exigências, estão que a Ucrânia reconheça a Criméia como território russo e reconheça as repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk como Estados independentes.

As negociações entre a Rússia e a Ucrânia não estão ocorrendo neste momento, mas continuarão amanhã, 14, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, segundo a agência de notícias RIA neste domingo.