Entenda como surge uma mutação do Coronavirus

Recentemente uma nova variante do vírus foi encontrada no Amazonas e Japão, entenda como surgem.
Por Da redação

Em janeiro do ano passado surgiu no mundo o primeiro genoma de um vírus revelado por pesquisadores chineses e que começava a infectar humanos restrito até então ao país asiático, este era o SARS-CoV-2.
 

Foto: Foto: DivulgaçãoEspecialista responde 7 questões essenciais sobre nova mutação do Sars-CoV-2 (Foto: Divulgação)
Especialista responde 7 questões essenciais sobre nova mutação do Sars-CoV-2 (Foto: Divulgação)

Atualmente, um ano após a descoberta, milhões de genomas deste vírus já foram descobertos por cientistas. E, obviamente, esses novos "documentos de identidade" genética mostram que o coronavírus não é o mesmo apresentado pela primeira vez, ele passou por várias mutações, alterações frequentemente acidentais no material genético do vírus.

Genomas que possuem mutações semelhantes geram "variantes", "cepas" ou "linhagens" do vírus ,- que, apesar de abrigar essas diferenças internas, continua sendo o SARS-CoV-2, segundo explicaram pesquisadores entrevistados pela BBC News Brasil.

Foto: EFE/EPA/Henning BaggerProfissionais da Dinamarca vestem roupas de proteção especiais em fazenda de visons, onde foram detectadas mutações do coronavírus
Profissionais da Dinamarca vestem roupas de proteção especiais em fazenda de visons, onde foram detectadas mutações do coronavírus

Uma dessas variantes foi encontrada recentemente no estado do Amazonas, de acordo com informações divulgadas pela Fiocruz Amazônia. Trata-se da mesma variante identificada no Japão após viajantes do país passarem pelo estado brasileiro.

Os dois casos dispararam o alarme de que essas mutações possam fortalecer o SARS-CoV-2, por exemplo, favorecendo sua capacidade de transmissão ou a gravidade da infecção. Entretanto, segundo pesquisadores, até agora não há evidências suficientes de que este cenário preocupante esteja acontecendo e nem que novas linhagens coloquem em risco a efetividade das vacinas contra a covid-19.

Essa nova variante carrega mutações que já foram associadas à maior transmissão, mas ainda não é possível afirmar se ela é mais transmissível ou não.

Duas novas variantes foram encontradas também no Reino Unido e na África do Sul e possuem um número maior de mutações na proteína Spike. Ambas tiveram oito substituições de aminoácidos definidores de linhagem na proteína Spike, sendo a mutação no domínio de ligação ao receptor a única substituição de aminoácidos comum detectada nas duas.  
 

Quanto as vacinas, estudos mostram que mesmo as variantes do vírus são bloqueadas pela ação da vacina, pelos anticorpos desenvolvidos em função do imunizante então não há motivos para se preocupar e as medidas adotadas ao redor do mundo com o objetivo de evitar o contágio da Covid-19 desde o início da pandemia continuam válidas e necessárias.