No Piauí número de empregadores cresce 90%, superando nível pré-pandemia

No primeiro trimestre de 2021 haviam cerca de 16 mil empregadores formais no estado
Por Alexandra Teodoro

O Piauí registrou um crescimento de quase 90% no quantitativo de empregadores formais, aqueles com registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), quando comparados os números do primeiro trimestre de 2022 com os do primeiro trimestre do ano anterior. É o que diz a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE.

No primeiro trimestre de 2021 haviam cerca de 16 mil empregadores formais no estado, enquanto no primeiro trimestre deste ano esse número atingiu cerca de 29 mil empregadores. Com esse crescimento o Piauí conseguiu superar o número de empregadores formais registrados no quarto trimestre de 2019, antes portanto da pandemia da Covid 19, quando haviam cerca de 28 mil empregadores formais.

No que diz respeito aos empregadores informais, sem registro no CNPJ, comparando-se os números do primeiro trimestre de 2022 com os do mesmo período do ano passado, praticamente ficou estável, sem aumento estatisticamente relevante, registrando-se cerca de 18 mil empregadores. Contudo, também nesta categoria houve uma recuperação em relação ao nível pré-pandemia, haja vista no quarto trimestre de 2019 ter-se registrado 17 mil empregadores informais, número inferior ao do primeiro trimestre de 2022. O menor nível de empregadores informais no período da pandemia foi registrado no segundo trimestre de 2020, quando chegou a 11 mil pessoas.

Foto: assessoriaEvolução do número de empregadores com CNPJ no Piauí – 4o. trim. 2019 ao 1o. trim. 2022
Evolução do número de empregadores com CNPJ no Piauí – 4o. trim. 2019 ao 1o. trim. 2022

Ocupação no mercado de trabalho do Piauí ainda não supera nível pré-pandemia

A quantidade de pessoas ocupadas no mercado de trabalho no Piauí no primeiro trimestre de 2022 foi de 1,26 milhão de pessoas, número ainda abaixo do que o estado possuía no quarto trimestre de 2019, antes da pandemia, quando eram cerca de 1,3 milhão de pessoas. Assim, o primeiro trimestre deste ano registra 2,6% a menos de pessoas ocupadas que no quarto trimestre de 2019, ou seja, menos cerca de 36 mil pessoas ocupadas. É o que revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE.

Comparando-se com o número de pessoas ocupadas no primeiro trimestre de 2021, que foi de 1,18 milhão de pessoas, percebemos que no segundo trimestre de 2022 houve um crescimento de 6,8%, com um aumento de 80 mil pessoas ocupadas no estado.

A taxa de desocupação no Piauí no primeiro trimestre de 2022 foi de 12,3%, menor que a taxa registrada no mesmo período do ano passado quando atingiu 15,1%, havendo, portanto, uma queda da ordem de 2,8 pontos percentuais. Cerca de 178 mil pessoas encontravam-se desocupadas no estado no primeiro trimestre deste ano.

No que diz respeito aos empregadores informais, sem registro no CNPJ, comparando-se os números do primeiro trimestre de 2022 com os do mesmo período do ano passado, praticamente ficou estável, sem aumento estatisticamente relevante, registrando-se cerca de 18 mil empregadores. Contudo, também nesta categoria houve uma recuperação em relação ao nível pré-pandemia, haja vista no quarto trimestre de 2019 ter-se registrado 17 mil empregadores informais, número inferior ao do primeiro trimestre de 2022. O menor nível de empregadores informais no período da pandemia foi registrado no segundo trimestre de 2020, quando chegou a 11 mil pessoas.

Comércio, alojamento e alimentação apresentam melhores crescimentos na ocupação

Comparando-se o primeiro trimestre de 2022 com o mesmo período do ano passado, os setores da atividade econômica piauiense que apresentaram o maior crescimento de ocupação no mercado de trabalho foram os setores do comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, bem como o de alojamento e alimentação. É o que diz a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE.

O setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas apresentou um crescimento da ordem de 21,1%, com um aumento de 30 mil novas pessoas ocupadas no primeiro trimestre de 2022, comparado com o primeiro trimestre de 2021. Esse setor apresentava cerca de 272 mil pessoas ocupadas no primeiro trimestre de 2022, contra 225 mil pessoas no primeiro trimestre de 2021.

 O setor de alojamento e alimentação apresentou um crescimento de 37,7%, registrando um aumento de 21 mil novas pessoas ocupadas no primeiro trimestre de 2022, em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse setor apresentava cerca de 76 mil pessoas ocupadas no primeiro trimestre de 2022, contra 55 mil pessoas no primeiro trimestre de 2021.

Cai a subutilização da força de trabalho no Piauí

A taxa composta de subutilização da força de trabalho no Piauí no primeiro trimestre de 2022 foi de 43,9%, uma redução da ordem de 5,4 pontos percentuais comparado ao que foi registrado no mesmo período do ano passado, quando havia chegado a 49,3%. São as informações obtidas através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE.

 Em termos conceituais, a taxa composta de subutilização da força de trabalho é um somatório da taxa de desocupação (desemprego), da taxa de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas (quando pessoas ocupadas trabalham menos de 40 horas por semana e têm disponibilidade de tempo para trabalhar mais, contudo não encontram nova ocupação para completar a carga horária), e da taxa de subutilização da força de trabalho potencial (quando pessoas que não estão trabalhando gostariam de encontrar alguma ocupação, contudo por algum motivo estariam sem condição de trabalhar naquele momento).

Assim, a queda verificada na taxa de subutilização da força de trabalho no Piauí no primeiro trimestre de 2022, comparada ao primeiro trimestre do ano passado, deveu-se especificamente aos seguintes fatores: à queda na taxa de desocupação, que passou de 15,1% para 12,3%; à queda na taxa de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas, que passou de 19,8% para 18,1%; e à queda na taxa de subocupação da força de trabalho potencial, que passou de 18,8% para 17%.

Em termos quantitativos, a subocupação por insuficiência de horas trabalhadas atinge 262 mil pessoas no mercado de trabalho piauiense, o que equivale a 20% do total de pessoas ocupadas. Já a subocupação da força de trabalho potencial atinge 349 mil pessoas no Piauí, onde cerca de 69% delas se consideram inclusive “desalentadas”, ou seja, desistiram de procurar emprego por acreditar que não o encontrarão em razão dos seguintes motivos: da idade (por serem novos e sem experiência ou com idade avançada); da qualificação pessoal inadequada para os cargos disponíveis; ou pela falta de oportunidades de trabalho na localidade em que vivem.

Apesar da taxa de subocupação no Piauí ter caído, o estado ainda tem o maior indicador de todo o país, com 43,9%. A média desse indicador para o Brasil foi de 23,2%. O estado com a menor taxa de subocupação é Santa Catarina, com 8,3%. Comparando aos estados vizinhos, o Maranhão atingiu 37% de taxa de subocupação e o Ceará atingiu 30,8%