MPT divulga números do trabalho escravo no Estado

Para 2022, o procurador-chefe ressalta que as ações serão intensificadas na capital e interior
Por alexandra teodoro

O Ministério Público do Trabalhodo Piauí  (MPT-PI) divulgou, nesta segunda-feira (20), um levantamento que mostrou que 56 trabalhadores foram resgatados no estado em condição de escravidão em 2021.

Antes mesmo do encerramento do ano, o número já é maior que o de 2020, em que foram registrados 44 resgates. os setores que geraram mais resgatados, neste ano, foram de extração do pó da palha da carnaúba (33) e catação de raiz (19). os demais resgates (4) se referem à extração de madeira.

Segundo o procurador-chefe do MPT-PI, Edno Moura, as fiscalizações ficaram prejudicadas em 2020, por ter sido ano de pandemia, mas, com a retomada gradual das atividades, o trabalho in loco do órgão foi intensificado.

“Tivemos várias ações fiscalizatórias, tanto feitas após denúncias que recebíamos quanto por fiscalizações de rotina através de projetos como o mpt itinerante, em que levamos as ações do mpt ao interior do estado”, explicou.

Foto: assessoriaMPT fiscaliza trabalho escravo
MPT fiscaliza trabalho escravo

Ainda de acordo com o procurador, a maioria das irregularidades estavam relacionadas à alojamentos sem condições mínimas de conforto e higiene, falta de equipamentos de proteção individual e ainda trabalho com registro na carteira, retirando os direitos trabalhistas.

“Ao constatarmos as irregularidades, notificávamos os responsáveis e buscamos os acordos que desse as garantias trabalhistas que foram suprimidas dos trabalhadores através de termos de ajuste de conduta e ainda através de ações que foram encaminhadas à justiça. o trabalhador precisa ter seu direito resguardado e o mpt, como fiscal da lei, busca dar essa garantia”, reforçou.

Para 2022, o procurador-chefe ressalta que as ações serão intensificadas, com fiscalizações intensas na capital e interior.

“Em algumas situações, os trabalhadores nem mesmo se enxergavam privados de seus direitos. nós, enquanto ministério público do trabalho, continuaremos fiscalizando e atuando para garantir os direitos trabalhistas que forem lesados”, finalizou.

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