Data marcante que destaca a persistência por igualdade de gênero

O exercício da advocacia evoluiu ao longo dos anos, mas a luta por igualdade continua.
Por alexandra teodoro

Desde 15 de dezembro de 2016 é comemorado o dia da advogada. O exercício da advocacia evoluiu ao longo dos anos, mas a luta por igualdade continua.

Em pleno século XXI, as mulheres ainda não alcançaram todo o mérito que merecem. Por esse motivo, hoje (15) é comemorado o dia da Mulher Advogada, data que revela a importância do respeito e os desafios destas profissionais em atuação. A primeira mulher a exercer a advocacia foi Myrthes Gomes de Campos, em 1899.

Em setembro de 1899, aconteceu o primeiro julgamento defendido por uma advogada do sexo feminino, Myrthes Gomes de Campos que saiu vitoriosa ao conseguir a absolvição do seu cliente. Em homenagem ao legado da advogada, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), desde 2016 incluiu no calendário anual, o Dia da Mulher Profissional de Direito, comemorado em 15 de dezembro.  

Foto: assessoriaA advogada piauiense Naiara Moraes luta por causas femininas
A advogada piauiense Naiara Moraes luta por causas femininas

O exercício da advocacia evoluiu ao longo dos anos. Vale ressaltar a contribuição da Esperança Garcia, uma mulher negra, escravizada e piauiense que foi reconhecida em petição pela OAB-PI, em 2017, após historiadores encontrarem uma carta enviada às autoridades denunciando maus tratos em 1770.

A advogada piauiense Naiara Moraes luta por causas femininas, destaca a importância da data e esclarece algumas medidas urgentes que precisam ser tomadas. “A data reforça o protagonismo feminino na profissão que está cada vez mais buscando seu espaço para alcançar a visibilidade que merece, mas é preciso reforçar que só isso não basta. Precisamos de mulheres tomando decisões que vão impactar na vida da população e isso infelizmente ainda é restringido por uma parcela masculina que ocupam cargos de poder”, relata a advogada.

Conquistas recentes como paridade de gênero foi aprovada pelo Conselho Federal da OAB em dezembro de 2020, a proposta é de autoria da advogada e conselheira da OAB-GO Valentina Jungmann, foi de suma importância para a mudança do perfil de advocacia. Nas eleições que aconteceram neste ano, cinco seccionais elegeram mulheres ao cargo a presidência (São Paulo, Bahia, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso).

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