Conheça Pedro Barros, o medalhista de prata no skate que já disputou prêmio com

Hoje é apontado como o sucessor de Sandro Dias e Bob Burnquist
Por Globo.com
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Mais uma vez, o Brasil foi representado nos Jogos Olímpicos de Tóquio: Pedro Barros, de 26 anos, foi prata na categoria park masculino. Pode não ter vindo o ouro — algo que não chegou a ser lamentado — mas faltava uma medalha olímpica na galeria de um dos maiores skatistas que o Brasil teve em sua história. Não falta mais.

— A gente vem lutando a vida inteira. Sempre fui rodeado de pessoas maravilhosas. Pessoas que lutaram para fazer da minha vida, uma vida melhor. Essa bandeira às vezes pode ser vista de cabeça para baixo, mas a minha história pode servir de exemplo. Está na nossa mão para construir um lugar melhor. Com união e respeito, a gente consegue — afirmou Pedro Barros.

Mais do que um atleta olímpico, Pedro Barros é um influenciador. O skatista de 26 anos tem em seu currículo títulos mundiais, a paixão assumida pelo Avaí e uma disputa sadia com os astros Michael Phelps e Usain Bolt.

Barros concorreu ao mesmo prêmio com astros olímpicos em 2017, quando foi finalista do Laureus Sports Awards, que premia destaques do esporte durante o ano. Na ocasião, ele disputou o prêmio "atleta de ação" após ter sido campeão no X-Games, mas acabou batido pela britânica Rachel Atherton, do mountain bike. Bolt concorreu a "atleta masculino" e Phelps a "retorno do ano".

Nascido na comunidade do Rio Tavares, região isolada de Florianópolis, Pedro Barros também já foi indicado duas vezes ao Epys Awards, prêmio famoso de uma televisão norte-americana.  Filho do ex-surfista André Barros, o skatista começou a andar de skate aos dois anos — ainda de fraldas, segundo ele. Desde então, coleciona recordes e títulos.

Aos 14 anos, foi o mais jovem a desafiar uma megarrampa. Aos 15, venceu o X-Games pela primeira vez (hoje detém mais de dez medalhas) e, aos 26, pode se orgulhar de ser sete vezes campeão mundial na categoria do Skate Park.

Hoje é apontado como o sucessor de Sandro Dias e Bob Burnquist como o principal representante do país na modalidade. Ele também já declarou ser assumidamente torcedor do Avaí, e tratado pelo clube como o torcedor mais ilustre ao lado de Gustavo Kuerten. Também tem simpatia pelo Vasco pela sua família torcer para o clube carioca. 

A prata de Barros garantiu 19 pódios ao Brasil e igualou o desempenho na Rio-2016, que até então era a melhor campanha em uma Olimpíada. Já são 15 medalhas no peito dos atletas brasileiros e três pódios aguardando para serem definidos.

Luiz Francisco em quarto

Quarto colocado, Luiz Francisco é de Lorena, no Estado de São Paulo, e o brasileiro melhor colocado no ranking do World Skate, sendo o terceiro colocado. Para poder garantir vaga em Tóquio, Luizinho precisou viajar de uma ponta a outra do globo. Entre julho e setembro de 2019, disputou duas classificatória — uma em Najing, na China, e outra em São Paulo.

— Minha última volta foi igual à da eliminatória, até melhor, que dei um 540° no fundo, então consegui colocar mais uma manobra e pontuação foi menor. Não entendi, né? Esperava que fosse maior a pontuação, porém não é (culpa) deles, da última vez a gente fez o protesto, viralizou e tudo mais, e continua sendo deles, então a gente tem que respeitar, erguer a cabeça e tentar ir para o próximo. Paris 2024 está aí logo logo, só três aninhos e a gente continua nessa busca.