Kiss encerra turnê no Brasil com entrega no palco e reciprocidade do público:

Banda norte-americana cumpriu 'protocolo' do setlist sem deixar de contagiar e emocionar fãs
Por alexandra teodoro
Foto: assessoriaBanda norte-americana cumpriu 'protocolo' do setlist sem deixar de contagiar e emocionar fãs
Banda norte-americana cumpriu 'protocolo' do setlist sem deixar de contagiar e emocionar fãs

Se a turnê mundial do Kiss de fato for uma despedida definitiva, a última lembrança que Paul Stanley,  Gene Simmons, Tommy Thayer e Eric Singer devem levar do Brasil será uma plateia calorosa, que correspondeu até o fim às investidas no palco em Ribeirão Preto (SP).

Com cerca de 20 mil pessoas, a arena no interior de São Paulo, escolhida para encerrar a passagem brasileira dos norte-americanos antes da sequência da turnê "End of The Road" no Peru e na Colômbia, foi cenário de uma reciprocidade que poucas bandas podem se orgulhar de ter.

Os fãs pareciam não acreditar ao ouvir, com sotaque estrangeiro, Stanley pronunciar o nome da única cidade fora das capitais brasileiras a receber os veteranos do hard rock. Os ídolos, por sua vez, presentearam a todos com gratidão e uma entrega total, com direito a guitarra quebrada ao fim da apresentação por Paul Stanley.

Expectativa e realidade

Os três anos de espera pelo anunciado show em Ribeirão Preto estavam visíveis na expectativa do público, que já ovacionava diante do baixar das cortinas que ostentavam as quatro letras icônicas.

E mais do que pontualmente, às 20h57, Paul Stanley emanava os dizeres consagrados nos shows ao longo de décadas de estrada: "Vocês queriam os melhores e vocês conseguiram os melhores. A banda mais quente do mundo, Kiss."

Dali em diante, as cortinas saíram, as labaredas explodiram e os músicos, descendo em elevadores no palco, cumpriram à risca o "protocolo " da turnê, com o mesmo setlist praticado nas outras cidades.

Em "Detroit Rock City", os fãs acompanharam em coro o solo de Tommy Thayer e na sequência cantaram "Shout it Out Loud" diante de projeções luminosas atravessando a arena. Na pausa, Paul Stanley deu as boas vindas aos fãs comentando sobre o último local escolhido como parte da turnê no Brasil.

"Esta é nossa primeira vez em Ribeirão Preto. Esta noite vocês têm que ficar loucos", afirmou, antes de chamar os gritos do público de todos os lados e de começar "Deuce".

Enquanto Gene Simmons pedia aos presentes para que levantassem as mãos, o telão projetava fotos antigas da banda.

As palmas e os gritos pareciam apenas crescer com "War Machine" e "Heaven's on Fire". Com "I Love it Loud", a síntese da comunicação simples, mas eficaz dos americanos com o público ficou evidente no "hey yeah" correspondido e na reação de todos diante do fogo no contrabaixo de Simmons.

"The Starchild" checou se todos estavam se divertindo antes de a banda seguir com "Say Yeah" e "Cold Gin". Particularmente inspirado, Tommy Thayer levantou os presentes a cada pentatônica acelerada no braço da guitarra enquanto os demais descansavam para o que estava por vir.