Insetos benéficos ilustram a 22ª emissão especial de 2021

A emissão tem tiragem de 480 mil selos, com valor facial de R$ 1,80
Por Alexandra Teodoro
Foto: AssessoriaA emissão tem tiragem de 480 mil selos, com valor facial de R$ 1,80
A emissão tem tiragem de 480 mil selos, com valor facial de R$ 1,80

Os Correios colocaram em circulação, na última sexta-feira (3), a Emissão Especial Série Mercosul: Insetos Benéficos, que faz parte das homenagens da estatal aos 30 anos do Tratado de Assunção.

A partir das características biológicas, comportamentais e ecológicas, foram selecionados seis grupos de insetos benéficos para as ilustrações da emissão.

Microvespas – Insetos muito pequenos, de alguns milímetros, quase nunca visto ou muitas vezes confundido com pequenos mosquitos. Como as espécies de Trichogramma, parasitam ovos de outros insetos para completar seu ciclo reprodutivo. Muitos dos insetos que são parasitados pelos Trichogramma são pragas de diversas culturas. Por isso, essas microvespas são muito usadas no controle de pragas de cana-de-açúcar, soja, milho, tomate, entre outros.

Rola-bosta – São insetos que utilizam as fezes de mamíferos para se alimentar e construir seus ninhos, por isso são conhecidos como besouros coprófagos. Seu nome popular é uma referência ao seu hábito de rolar bolotas de fezes de animais para se alimentarem e reproduzirem. Os adultos fazem as bolotas, enterram em túneis e depositam seus ovos. Nessas bolotas fecais, a larva cresce e se desenvolve, até chegar à fase adulta. Ao coletar e enterrar as fezes, os Rola-bostas desempenham uma função importante na fertilização do solo e dispersão de sementes. Esse comportamento ajuda também no controle de pragas agrícolas que utilizam as fezes para reprodução, a exemplo das “mosca-do-chifre” e “mosca-do-estábulo”. Elas atacam o gado dos estábulos para se alimentarem do seu sangue, o que deixa os animais estressados e doentes, e reduz a produção de carne e de leite.

Louva-a-Deus – Predador, se alimenta de outros insetos ou até mesmo de pequenos animais, o que contribui para a manutenção do equilíbrio biológico nos ecossistemas. Seu nome popular é uma referência à posição que adotam quando estão em repouso, com as pernas anteriores dobradas, semelhante à postura de uma pessoa em oração.

Joaninhas – Tipo de besouros que, na maior parte das vezes, possuem formato arredondado ou oval. Muitas espécies são predadoras e se alimentam de insetos considerados pragas agrícolas, como pulgões, cochonilhas e moscas-brancas. As joaninhas podem ainda alimentar-se de ácaros, ovos e lagartas novas de borboletas e mariposas. Graças a esse comportamento, várias espécies de joaninhas são consideradas insetos benéficos, que podem auxiliar no controle biológico.

Abelhas – Importantes na produção de diversos alimentos, além de própolis e cera. O mel é seu produto mais conhecido e ao visitar as flores para coletar néctar, pólen e resina, para fazerem seus produtos, as abelhas realizam a polinização. A polinização garante a produção de vários alimentos para humanos e animais, além da sobrevivência de várias plantas nativas e a conservação das nossas matas e florestas. Existem mais de 20 mil espécies de abelhas em todo o mundo, somente umas 5 mil espécies produzem mel, mas praticamente todas fazem polinização.

Libélulas – Esses insetos fascinantes e de cores vibrantes podem ser considerados terrestres ou aquáticos, dependendo da fase de sua vida. Os adultos, terrestres, colocam os ovos na água. Após a eclosão, nascem jovens libélulas, conhecidas como ninfas, que podem viver de algumas semanas até cinco anos nesse habitat, dependendo da espécie. Nessa fase, as ninfas não possuem asas e as pernas são longas para facilitar a locomoção. Tanto as ninfas quanto as libélulas adultas são vorazes comedoras de insetos, girinos e até pequenos peixes, assim, elas ajudam a regular a população de outros insetos e pragas, e manter o equilíbrio natural do ambiente. Entre os insetos do qual elas se alimentam, pode ser destacado o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da zika, da chikungunya e da febre amarela.

Com características lúdicas e traços específicos para personagens infantis, as representações artísticas foram realizadas de forma harmoniosa na relação de cores e formas para criar a relação entre os insetos benéficos e a natureza, de forma divertida.

Foram utilizadas as técnicas de aquarela e lápis de cor para as ilustrações que foram aplicadas em computação gráfica, combinando recursos de softwares vetoriais e tratamento de imagens digital e finalizadas em quadricromia, com aplicação serigráfica de verniz localizado.

A emissão tem tiragem de 480 mil selos, com valor facial de R$ 1,80. As folhas, com 24 selos, já estão disponíveis na loja virtual e nas principais agências dos Correios.

Saiba mais sobre: