Apesar da pandemia, setor de música gravada cresce 15%

A pesquisa foi realizada no segundo semestre de 2021
Por Alexandra Teodoro

Durante painel realizado nesta terça-feira no evento Rio Music Market, no Teatro Claro Rio, na capital fluminense, o presidente da Associação Brasileira de Música Independente (ABMI), Carlos Mills, e o executivo Léo Morel, da Tratore, apresentaram os resultados da pesquisa anual sobre o mercado da música gravada no Brasil, comandada pela entidade. Entre os dados inéditos divulgados destaca-se a receita estimada de R$ 1,4 bilhão, gerada em 2020 pelo mercado brasileiro de música, apresentando um crescimento de 15% em relação ao ano anterior.

O estudo mostra que, apesar dos impactos sofridos com a pandemia, o setor da música gravada segue em recuperação tanto aqui quanto no exterior, pelo 6º ano consecutivo. A pesquisa revela que o consumo de shows transmitidos teve um aumento significativo de 67% em relação ao mesmo período no ano anterior. “Esse dado mostra o efeito da pandemia que gerou um significativo aumento do consumo dos shows transmitidos, deixando claro o potencial desse formato de consumo musical”, explica Carlos Mills, presidente da ABMI.

Foto: AssessoriaApesar da pandemia, setor de música gravada cresce 15%
Apesar da pandemia, setor de música gravada cresce 15%

“Já a categoria dos streams de áudio financiados por publicidade foi a que apresentou maior crescimento entre 2019 e 2020, quase dobrando. E os streams de vídeo registraram um crescimento de aproximadamente 20% em relação ao ano anterior. Entre 2019 e 2020, aumentaram os lançamentos de produtos. Vídeos musicais triplicaram, alavancados pela popularidade de plataformas como YouTube. E a evolução dos streamings de música contribuiu para o lançamento de singles, que quase dobraram no período, enquanto álbuns e EPs tiveram pequeno decréscimo”, explica Mills.

A pesquisa foi realizada no segundo semestre de 2021 e reúne dados relativos a 2020 e dados complementares de 2021. As informações foram coletadas em duas frentes: uma avaliação dos dados das principais plataformas de streaming referentes a 2020 e parte de 2021, e entrevistas em profundidade com 43 empresas entre gravadoras, editoras e distribuidoras do país.

Até o dia 9 de dezembro, o Rio Music Market recebe executivos de empresas como Merlin, Vydia, FUGA, Womex e UBC em palestras, discussões, painéis, pitchings, mentorias e speed meetings. A conferência irá traçar um panorama amplo do que há de mais novo no mercado, abordando temas relevantes no cenário atual da música independente. Atrações musicais, nos quatro dias, complementam a programação à noite.