Não Perca o Ônibus é uma obra cinematográfica e independente.

“Tivemos que encarar todos os desafios e limitações de produzir filme sem dinheiro” , fala diretor
Por alexandra teodoro

O curta NUNCA PERCA O ÔNIBUS, adaptação do conto homônimo do escritor Eduardo Prazeres, acaba de ser produzido na base do cinema de guerrilha, idependente.

Apesar de constar nos créditos como uma co-produção de três pequenas produtoras, uma delas a Dedallus, marca ainda informal, criada por Eduardo Prazeres e Lya Forte, o filme foi realizado com orçamento zero, com cada profissional envolvido trabalhando voluntariamente, oferecendo seus serviços, seu tempo e seu empenho em realizar o filme.

Na verdade, este é um capital ainda mais valioso que dinheiro, a prova disso é que o filme foi produzido. O único patrocínio com que a produção contou foi na forma do empréstimo de um ônibus, cedido gentilmente pela empresa de transportes intermunicipais Barroso.

Teria sido bem caro alugar um veículo nas excelentes condições do concedido pela empresa, pelo que os realizadores da obra manifestam sua grande gratidão à Barroso. Depois de muitos anos trabalhando como ator, escritor e roteirista, esta é a primeira produção cinematográfica de Eduardo Prazeres. Autor do conto e do roteiro, Eduardo divide a função de diretor com André Luís Moreira (Piau Produções), que também assina a fotografia e a edição final da obra. Lya Forte assina a produção. O filme foi gravado em duas diárias, com mais de um mês de intervalo entre as duas, o que obrigou a equipe a atentar muito para as questões de continuidade. Há muitas externas, em ambiente rural.

Com as primeiras chuvas do inverno, a vegetação começou a mudar, o mato cresceu. “Tivemos que encarar todos os desafios e limitações de produzir um filme sem dinheiro” – afirma Eduardo Prazeres. “Precisamos abrir mão de uma série de recursos e equipamentos necessários a uma produção como esta. Gravar externas noturnas já é pauleira quando se dispõe do aparato técnico ideal, imagine com uma câmera e dois leds. Metemos as caras, fomos lá e fizemos a parada” – conclui o roteirista e diretor. O filme conta com um elenco de artistas muito queridos, em nossa região.

O protagonista é o Giordano Gabriel, ator, arte-educador e artista plástico. Gabriel divide a presença dos atores jovens com Manu Silva, talentosíssima representante da nova geração de atrizes piauienses. Entre os representantes dos grandes nomes da arte local, está Vitorino Rodrigues (VR Produções), ator, diretor, produtor cultural e professor. Abrilhantando a presença feminina no elenco, temos Sandra Lima, Lya Forte e Marina Marques.

A obra integra o projeto de uma série de curtas, chamada AS BRUMAS DA TERRA DO SOL, que tem o formato de antologia, com cada episódio representado por um curta com narrativa própria, independente, vinculados uns aos outros apenas pelo tema geral da série – o misticismo das crendices populares. NUNCA PERCA O ÔNIBUS é uma narrativa de suspense sobrenatural, e apresenta uma atmosfera underground, darksider. A exibição de lançamento do filme para o grande público já está programada, gratuitamente, na plataforma do Youtube, neste próximo dia 13 de Fevereiro, domingo, às 19h.

Foto: assessoriaCena de Não Perca o ônibus
Cena de Não Perca o ônibus

O link para ativar o lembrete da plataforma já foi disponibilizado pela produção. Você pode acessar e reservar seu lugar gratuitamente em: https://youtu.be/meq6lAwVvoQ SINOPSE: Depois de conhecer Aninha numa entrevista de emprego, Osmar resolve ir conhecer a família da nova namorada no povoado interiorano onde ela mora. Ao final do dia, sob os avisos preocupados de Aninha, Osmar vai embora. É final de semana, resta o último ônibus para a cidade às 19 horas. Num lance de azar, Osmar perde o ônibus por meio minuto, e fica praguejando, furioso, no acostamento da BR. A noite cai.

Foto: assessoriaCena de Não Perca o ônibus
Cena de Não Perca o ônibus

E com ela, os avisos de Aninha de que aquele não era um bom lugar para se andar à noite começam a fazer sentido. Osmar está tomado de péssimos pressentimentos. Uma sensação de ameaça iminente paira no ar, e o subconsciente começa a dar vazão a medos secretos e negados. Alta noite, depois de horas de aflição, Osmar consegue enfim uma carona. Logo de início Osmar entende que há algo de muito errado com uma das pessoas naquele carro. Em seu íntimo, ele só deseja estar ao ar livre, outra vez. E quando finalmente chega a almejada hora de se livrar daquela situação, a verdade se revela ainda mais aterrorizante do que o previsto.

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