Junior Marks

Junior Marks

Um encontro da arte com as futilidades do dia a dia através dos meus devaneios escritos. Aqui você encontra dicas culturais, dúvidas sobre o mundo e questionamentos sobre a vida e todas as coisas que amo e que me inspiro. Quer entrar? Então, seja bem-vindo! E ao sair, apague a luz!

QUANDO O AMOR É ASSIM E NÃO ASSADO

Nunca gostei da palavra começo. Sempre acreditei que as coisas não começam...

Resolvi postar por aqui o primeiro capítulo do meu livro "Quando o amor é assim e não assado". Tá vindo aí a 3ª edição do livro e eu já estou supeeeer ansioso pra mostrar tudooo vocês. Por enquanto, fiquem com o primeiro capítulo (Na íntegra hahahahaha!) e a ilustração da capa feita pelo brasileiro radicado na Argentina, Ricco Guimarães. Ah! Claro! Não esquece de comentar o que achou!

         Nunca gostei da palavra começo. Sempre acreditei que as coisas não começam. As coisas acontecem, acontecem, acontecem, acontecem, acontecem... E do suceder das coisas, histórias vão fazendo história. A minha foi assim: ACONTECEU. Aconteceram várias histórias que, juntas, compuseram a minha. Dividir isto hoje tão alegre e tão penosamente prova que por nenhum minuto consegui esquecer tudo que aconteceu.

Pensei em decorar a narração da minha vida com fatos lindos, românticos e inimagináveis. Queria maquiar um pouco tudo que aconteceu na minha adolescência, essa fase da vida que somos imaturos buscando sermos maduros. Desisti, entretanto, e resolvi escrever minha história tal e qual ela aconteceu. Talvez seja difícil lembrar alguns pormenores devido a memória ter apagado certas coisas. A riqueza de detalhes ficará bastante comprometida, disto eu tenho certeza, pois muito já se passou desde que me vi apaixonado pela primeira vez.

É sobre isso que vou falar. Sobre minha primeira paixão, fato inesperado que ocorreu quando eu já estava com meus 15 anos. Sei que é quase a idade de uma moça se apaixonar, mas embora eu não seja uma menina foi nessa idade que me vi amadurecer. Até então, eu só pensava, acreditem, em meus carrinhos e brinquedos. Eu tinha tanto brinquedo que não tinha tempo de pensar em outra coisa a não ser brincar com eles. Sentia-me envaidecido porque todos os meus brinquedos vinham de Cuiabá, cidade onde meu pai morava. Com isso eu achava os brinquedos objetos completamente especiais.

Lembro-me do dia que ganhei um navio pirata que vinha com uns canhões onde encaixávamos bonecos. Ao acionarmos um determinado botão eles voavam. O objetivo do jogo era fazer os bonecos-piratas voarem de maneira a pendurar o maior número deles nas velas do barco, que também acompanhavam o brinquedo. Foi um sucesso em minha casa durante dias.

Meu pai sempre me visitava quando eu era menor. Moro até hoje com meus tios e ele até hoje em Cuiabá. As visitas hoje diminuíram e os presentes desapareceram junto com ele. A gente volta e meia se fala por telefone, mas depois que cresci meu pai parece mais um conhecido do que o meu herói da infância.

 Bom, acho que já comecei a contar a minha vida. Pois bem, vamos a ela. Vamos agora abrir as páginas de um diário e continuar fazendo história. Da minha história talvez nasça a sua, assim como nasceu a de diversas pessoas que estarão eternizadas aqui.

Foto: Ricco GuimarãesCapa
Capa

+ Junior Marks